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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Equipa de Honra do Unidos Futebol Clube

No baú das memórias surge a imagem da formação que a 8 de Maio de 1949 derrotou por um golo a zero o Unhais. Segundo algumas pesquisas, a presente imagem foi recolhida no campo daquela vila termal. Das 13 pessoas na foto, segue o nome de 11 jogadores: Graça, Farias, Pombo, Curto, Craveiro I, Craveiro III, Macedo, Simões, Cavaca, Costa e Agostinho.
Apenas para acrescentar que o clube, nos primeiros passos, tinha já 400 associados.

domingo, 8 de novembro de 2009

As Árvores Altas

O folhear das páginas amarelecidas dos velhos jornais traz à memória, outras folhas, as das Árvores Altas. Dos tempos de criança guardo apenas a imagem difusa de um estreita e ondulante via que ligava a nossa vila à “Variante”. As árvores de porte imponente já lá não moravam.
Um caminho de contornos difíceis que se percorria para a Ponte Pedrinha e para a discoteca/restaurante “LP”. Tudo o resto eram terrenos agrícolas, na sua maioria da família Garrett. Mas também do estimado e saudoso vizinho Fazenda.
A imagem a preto e branco que dá suporte a uma notícia transporta o cenário para outros tempos e num exercício de magia tento dar cor e vida aos contornos que enformam o retrato. Até porque, o autor do texto garante que “o sítio, aquele lugar, as árvores, perduraram para sempre na memória de todos”. E o pragmatismo de tempo tem destas coisas, de ser capaz de mudar radicalmente um lugar, uma vila. Mas uma memória…

“As Árvores Altas

As Árvores Altas que tantas e tantas vezes serviram de abrigo ao viandante que, surpreendido por forte chuvada alise abrigou ou descansou à sua sombra, quando extenuado de longa caminhada, começaram a sofrer os golpes impiedosos do machado e vão tombando para não mais serem vistas.
Dispostas em duas alas, qual parada sempre pronta a render homenagens aos visitantes, aquelas árvores, aquelas árvores seculares viram chegado o seu fim.
Não mais se sentirá o prazer de suas sombras, tão apetecidas nos escaldantes dias de Estio, nem voltarão a constituir perigo para os condutores de veículos, que por imprevidências ou avarias mecânicas, com elas chocaram muitas vezes, nem se correrá já mais o receio de algum utente ficar esmagado debaixo de alguma que, pelos longos anos de vida soçobre a um temporal mais forte.
As Árvores Altas vão deixar de existir. O seu nome, porém ficará ligado ao sítio, e perdurará para sempre na memória de todos os tortosendenses”.
Texto publicado em Abril de 1966 no Jornal do Fundão

Inauguradas as ampliações do seminário

Dizia o jornal que:
"Rodeou-se de grande solenidade o acto inaugural das ampliações do Seminário do Verbo Divino.
Esteve presente o Senhor Bispo da Guarda, D. Policarpo da Costa Vaz, assim como várias entidades e pessoas da Covilhã, Tortosendo e freguesias vizinhas.
O senhor bispo celebrou missa, acompanhada, com trechos litúrgicos, pelos seminaristas, e procedeu à bênção do novo pavilhão.
Seguiu-se a visita às novas instalações e foi servido um copo-de-água, durante o qual a Orquestra do Seminário, sob a regência do sr. prof. Rosa Soares executou alguns apreciados trechos.
Em nome do Seminário, o Ver. Padre Guilherme, superior Provincial, agradeceu a presença do Venerando Prelado, saudou as pessoas presentes e referiu-se ao significado daquele momento na vida do Seminário do Verbo Divino.
O sr. Bispo, nas considerações que teceu, falou do Seminário e das vocações sacerdotais.
De tarde, perante grande assistência, foi exibido o filme «Só duas mãos»".

18 de Dezembro de 1965

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

E esta, hein???

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conjunto musical «Os Kravas»

O reencontro com o amigo Miguel Matos levou impreterivelmente para o campo da música. À sua banda, os Painted Black, que um destes dias vai merecer o post obrigatório, mas também à primeira banda rock do Tortosendo, onde o seu pai, Francisco Matos, também estava. É precisamente dos «Kravas» que fala a notícia assinada por José Rogério, no já longínquo ano de 1967.
O texto, sobre a banda constituída por «Zeca» de Matos (vocalistas); Júlio Ramos, viola eléctrica; Francisco Valadas, viola; Carlos Silva, bateria e Francisco de Matos, acordeão, versava assim: “«Os Kravas» é a designação de um conjunto musical que entre nós se formou recentemente e que se exibiu ao público tortosendense, pela primeira vez, no passado sábado, 1 de Abril, no Cine-Sonoro desta vila.
Toda e qualquer manifestação artística é digna do nosso carinho e aplauso e por isso não quisemos deixar de assinalar este acontecimento e expressar o saber e vontade com que os rapazes afincadamente se dedicaram ao trabalho para que a sua apresentação em público consistisse num êxito.
A sala de espectáculos superlotou-se e todos aplaudiram entusiástica e vibrantemente as músicas em número bastante elevado que «Os Kravas» apresentaram.
O público saiu satisfeito e correspondeu inteiramente àquilo que se desejava.
É de lamentar, contudo, que algumas mais entusiastas se tivessem manifestado em excesso chegando mesmo a causar prejuízos nos lugares que ocupavam.
Esperamos que para a próxima vez saibam aplaudir e manifestar-se correcta e delicadamente de modo a que as outras pessoas possam ver e apreciar todo o espectáculo e para que não tenhamos na próxima de nos lamentar de nada”.
In: Jornal do Fundão, 9 de Abril de 1967, página 6

Uma instituição marcante

Primeiros Seminaristas do Tortosendo - Fevereiro de 1949
Padre Caio no Tortosendo - Fevereiro de 1949

Primeiras instalações do Seminário do Verbo Divino no Tortosendo

Com Saramago a falar, mais uma vez da Igreja, e a procissão de diáconos que aproveita tal feito para também voltar a aparecer mais um pouco em cena, lembrei-me de mais algumas imagens antigas, desta vez, voltadas para a religião.
Ao contrário das animosidades entre o Nobel da Literatura e a Religião Católica, a relação do Tortosendo com o Seminário do Verbo Divino, que tem sede na nossa freguesia, é marcante.
Esta instituição nasceu a 12 de Janeiro de 1949, data em que José Alves Matoso, então bispo da Guarda, decidiu a construção de um seminário missionário no Tortosendo. Iniciou as suas funções como seminário menor a 14 de Novembro de 1949, com uma turma de 40 alunos. A sua actividade lectiva durou ininterruptamente até 1986. Segundo os seus responsáveis, o ponto alto, em termos lectivos, terá sido atingido na década de 80, época em que a escola, com o nome de Seminário Liceal do Verbo Divino, recebeu do Ministério da Educação alvará de estabelecimento de ensino particular e lhe foi concedido paralelismo pedagógico pela inspecção geral do ensino particular.
Ainda que não tenha cessado oficialmente nem como escola nem como internato, o Seminário deixou de ter quaisquer alunos internos a partir de 2002.
Fonte: Seminário do Verbo Divino

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Escola Primária Montes Hermínios

A imagem data de 1937, e retrata a Escola Primária Montes Hermínios. O edifício construído então, há bem pouco tempo, fazia parte de um conjunto de estruturas escolares que o regime começou a instalar em todo o território nacional. Actualmente muito se alterou, não tanto a traça deste imóvel típica do “Estado Novo”, que ganhou mais um piso, nas traseiras, mas sobretudo as imediações do mesmo. No canto superior da foto, a palavra “Tortozendo”, escrita, não pelo autor da imagem, mas por um engenheiro encarregado de fazer o levantamento deste tipo de edifícios em Portugal.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Fotos Antigas do Tortosendo


Começo agora a disponibilizar para todos os interessados, o meu arquivo de fotos antigas do Tortosendo. Da vasta e rica história do Tortosendo pouco resta, mas gostaria de poder trazer à memória, sobretudo dos mais velhos, alguns momentos e locais marcantes desta vila.
A imagem que hoje apresento é relativa ao dia da inauguração do “Mercado Municipal do Tortosendo”. Das mais de cinco décadas passadas sobre este acontecimento, talvez o que mais tenha mudado foram as áreas envolventes. Os jardins trocados por “pedras”. Ora aí está o progresso, enfim…
Da série de fotos do mercado do Tortosendo, destaque ainda para a existência de uma foto do edifício visto desde a rua doutor Gabriel Boavida, tirada junto aos prédios do Fundo Fomento Habitação e também mais duas fotografias do interior do mercado.

terça-feira, 10 de julho de 2007

E assim começa...

Largos milhares de palavras formam a Língua Portuguesa. De entre estas não sei bem quais escolher para apresentar e justificar este espaço e o seu aparecimento.
Tortosendo, Tortosendo apenas.
Foi por esta terra, pelas suas gentes e por objectivos comuns que decidi abrir este espaço que se pretende público e próximo de todos.
Nos tempos actuais, a maior vila do concelho da Covilhã chega até ao século XXI com uma riquíssima história, com um património assinalável, mas também com diversas interrogações e uma longa lista de pontos menos positivos.
Todavia, a principal força que leva ao aparecimento deste espaço neste novo meio/suporte que é a Internet, deve-se à identidade.
Identidade deste lugar que sempre esteve e assim continua, de braços abertos para o mundo, mas que guarda em si, características únicas que o tornam singular.
O peso dos dias, o virar do século, a transformação do planeta, tiveram repercussões em todos os locais onde o Homem está presente. Tortosendo é hoje uma vila que também se transformou.
Acompanhar essa evolução, recolher todas as opiniões, abrir um espaço de discussão e fornecer mais uma “praça” onde se possa reunir tudo o que diz respeito a esta vila são também metas que se pretendem atingir.


Para quem entenda dar o seu contributo, fica o e-mail de contacto:

tortosendos@gmail.com